O encerramento da votação do 2º turno das eleições não encerra a fiscalização do movimento sindical contra o desrespeito aos direitos fundamentais dos trabalhadores e trabalhadoras no ambiente de trabalho. As entidades que compõem o Fórum das Entidades Nacionais do Servidores Públicos Federais (Fonasefe) estão em alerta contra relatos de assédio eleitoral pós-pleito — prática ilegal que visa retaliar e perseguir trabalhadores por suas posições políticas.
Após as eleições, o assédio eleitoral deixa de ser uma pressão pelo voto e passa a se manifestar como discriminação, retaliação e punição ideológica no cotidiano do trabalho, inclusive durante processos seletivos.
A liberdade de consciência e a orientação política são garantias protegidas pela Constituição Federal de 1988. Nenhum trabalhador pode sofrer sanções por exercer seu direito de voto e escolhas políticas, e eventuais abusos podem gerar indenizações na Justiça do Trabalho.
Como Reunir Provas
Para fundamentar denúncias e permitir a atuação rápida dos órgãos de fiscalização, é essencial guardar evidências das condutas ilícitas:
* Documentos impressos e digitais: Guarde prints de mensagens, e-mails, publicações ou comunicados internos.
* Registros audiovisuais: Grave áudios ou vídeos de reuniões ou conversas com conteúdo intimidatório.
* Informações detalhadas: Anote datas, horários, locais e nomes de assediadores/as e testemunhas.
Canais de Suporte e Denúncia
O Fonasefe orienta os trabalhadores e trabalhadoras a procurarem seus respectivos sindicatos de base para receber orientação, e quando for possível atendimento jurídico e acompanhamento especializado.
As denúncias também podem ser feitas de forma sigilosa ou anônima pelos seguintes canais oficiais:
* Ministério do Trabalho e Emprego (MTE): Portal específico para registro de denúncias (assedioeleitoral.trabalho.gov.br).
A consciência política é um direito livre e intransferível. Diante de qualquer tentativa de intimidação, acione o seu sindicato e denuncie às autoridades competentes


