Crédito: Letycia Bond/Agência Brasil
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Alcolumbre trava PEC da escala 6×1 no Senado enquanto trabalhador brasileiro adoece de exaustão

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A PEC do fim da escala 6×1 está paralisada no Senado Federal. Após a ala conservadora da Câmara dos Deputados ser encurralada pelos brasileiros para aprovar a redução da jornada de trabalho sem a redução de salário, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), tem empurrado a votação definitiva para depois das eleições de outubro, transformando a exaustão da classe trabalhadora em moeda de troca política.

Alcolumbre diz que é preciso promover um debate “sem pressa” sobre a pauta, blindando o texto de ir direto ao Plenário.

A verdade é que o presidente do Senado tem feito um cálculo político: a saúde do trabalhador vale menos que o desgaste com a patronal, ainda que estudos e experiências mundiais mostrem o benefício da redução da jornada para a economia do país.  Ao mesmo tempo, quer preservar a imagem dos senadores com os brasileiros para garantir votos nas urnas. Afinal, ninguém quer ficar conhecido como o político que foi contra o trabalhador brasileiro ter direito ao descanso.

Para o Fonasefe, é preciso intensificar a pressão sobre o Senado brasileiro para aprovar, antes das eleições, a redução da jornada de trabalho sem redução de salários. É por isso que o Fórum tem organizado uma força-tarefa de mobilização permanente dentro do Congresso Nacional para cobrar os 81 senadores sobre a aprovação da pauta.

Os senadores estão sentados no projeto porque temem desagradar financiadores de campanha e setores empresariais. E fazem isso às custas de cerca de 15 milhões de brasileiros que sofrem diariamente sem tempo para o descanso básico, o estudo ou o convívio familiar.

O povo brasileiro deve deixar bem claro para os senadores que, se o Senado não votar o fim da escala 6×1 antes das eleições,  eles não voltam para o Senado depois das eleições.