O Fonasefe se solidariza com a comunidade acadêmica das Universidades estaduais de São Paulo e condena as agressões promovidas por grupos políticos de extrema direita e pela polícia militar do estado contra os estudantes.
Desde 4 de maio, os estudantes das três universidades estaduais de São Paulo (USP, Unesp e Unicamp) constroem uma greve, de forma unificada, que tem no centro de suas reivindicações a necessidade de mais financiamento estatal para reverter o quadro de sucateamento das unidades, com reforma das moradias universitárias, manutenção da estrutura física dos campi, preenchimento do quadro de funcionários e melhores condições de permanência estudantil. Até o final de maio, o movimento paredista ganhou força com a adesão dos docentes e das servidoras e servidores técnico-administrativos das três universidades estaduais, além do Centro Paula Souza.
A truculência da PM de Tarcísio de Freitas (Republicanos – SP)
Diante da postura antidemocrática da reitoria da USP, que cessou a negociação de forma unilateral, os grevistas intensificaram a mobilização e ocuparam o prédio da reitoria no dia 07 de maio.
Na madrugada do dia 10 de maio, por volta das 4 horas, a Polícia Militar de São Paulo, sob a chancela do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), invadiu o acampamento dos estudantes de forma violenta e ilegal. A ação deixou dezenas de estudantes feridos e ocorreu sem um mandado de reintegração de posse.
Violência política promovida por grupos da extrema direita
No dia 11 maio, dois vereadores e um ex-deputado do União Brasil, Adrilles Jorge , Rubinho Nunes e Douglas Garcia, respectivamente, invadiram o ato organizado pelos estudantes contra a violência policial que ocorreu no dia anterior, na reitoria da USP. Os vereadores e o ex-deputado provocaram os estudantes que exerciam o direito à mobilização e o protesto acabou em repressão policial.
No dia 20 de maio, o ex-deputado estadual e pré-candidato Douglas Garcia voltou a provocar os estudantes em greve que protestavam pacificamente no Largo da Batata. O pré-candidato atacou os manifestantes com xingamentos enquanto os filmava sem consentimento. Segundo relatos, quatro homens que acompanhavam Douglas Garcia chegaram a desferir socos contra manifestantes.
Na madrugada do dia 27 de maio, integrantes do movimento de extrema-direita Movimento Brasil Livre (MBL) invadiram o prédio do Ciclo Básico II, da Unicamp, para intimidar, filmar sem autorização e agredir verbal e fisicamente os estudantes que mantinham uma ocupação pacífica e legítima.
Lutar não é crime, é direito!
Para nós, trabalhadoras e trabalhadores do serviço público, estes episódios escancaram uma realidade nacional de uma ofensiva articulada e violenta contra o pensamento crítico, a educação pública e gratuita e a organização dos trabalhadores.
O Fonasefe, Fórum das Entidades Nacionais do Serviço Público Federal, expressa sua irrestrita solidariedade aos estudantes agredidos, à comunidade acadêmica das universidade estaduais de São Paulo e a todos os lutadores e lutadoras que resistem nos acampamentos e nas frentes de mobilização.
A autonomia universitária, a integridade da classe trabalhadora e a defesa do serviço público de qualidade são inegociáveis!
Pela punição dos agressores! Em defesa do direito de greve e da educação pública, gratuita e de qualidade!



