O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é um órgão público essencial para o desenvolvimento soberano do Brasil porque produz e analisa informações oficiais sobre a população, a economia e o território brasileiro.
O IBGE mapeia a realidade do Brasil, apresentando dados brutos que servirão de base científica para decisões políticas que afetam diretamente a vida dos brasileiros. Sem o IBGE, governos estariam operando no escuro na distribuição de verbas públicas, e empresas privadas pisariam em terreno desconhecido para criar novos negócios.
O Censo Demográfico serve de base, por exemplo, para planejamentos de escolas e hospitais. O PNAD Contínua monitora o mercado de trabalho e o desemprego, enquanto o IPCA mede a inflação oficial, servindo de bússola para investimentos e controle econômico.
Apesar de sua relevância estratégica para o desenvolvimento do país, o IBGE sofre uma série de ataques do bolsonarismo.
IBGE na mira do Bolsonarismo
O ex-presidente Jair Bolsonaro fez diversas declarações afirmando que a taxa de desemprego medida pelo IBGE era uma farsa quando apontava, sob seu governo, mais de 13 milhões de desempregados no país. Na época, Bolsonaro afirmou que a taxa de desemprego do IBGE “é uma coisa que não mede a realidade” e que “parecem índices feitos para enganar a população.”
Seguindo o Messias, o deputado Nikolas Ferreira também se recusou a aceitar os dados da realidade durante o governo Lula e chegou a propor a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas distorções em razão da melhoria das taxa de desemprego e índices de pobreza.
O bolsonarismo ignora propositalmente o fato do IBGE ser reconhecido mundialmente como uma das principais referências em estatística oficial e geociências. O IBGE integra o seleto grupo de 24 nações que coordenam a Comissão de Estatística da ONU, participando da elite global de institutos oficiais de dados.
As teorias conspiratórias não param apenas no questionamento aos dados das pesquisas. O bolsonarismo promoveu campanhas conspiratórias durante as eleições que colocaram em risco a integridade física dos recenseadores, funcionários temporários que realizam visitas domiciliares para coletar dados do IBGE. O Bolsonarismo disseminou a fake news de que os recenseadores estariam coletando impressões digitais dos eleitores para manipular os resultados das eleições. O objetivo era, ao mesmo tempo, questionar o resultado das eleições passadas e desestimular a participação da população nas pesquisas, enfraquecendo o instituto.
Os ataques ficaram ainda piores com o Bolsonarismo à frente da Presidência. O instituto enfrentou reduções significativas no orçamento. Para se ter uma ideia, o orçamento do Censo Demográfico sofreu um corte drástico de 96% em 2021, inviabilizando a pesquisa naquele ano. O levantamento só foi executado em 2022 após uma determinação impositiva do Supremo Tribunal Federal (STF), fruto de um pedido do governador do Maranhão, Flávio Dino, e pela pressão dos trabalhadores(as) do IBGE e da sua representação sindical – ASSIBGE-SN.
IBGE é um obstáculo para as mentiras do Bolsonarismo
O projeto político da extrema direita é sustentado por narrativas falsas e pela estratégia da desinformação. E, nesse sentido, o IBGE é uma pedra no sapato do Bolsonarismo porque produz dados estatísticos oficiais e evidências científicas que servem como base para o debate público, contrapondo-se às narrativas que distorcem a realidade do país.
Apesar das tentativas de comprometer a independência técnica do IBGE, o instituto não perdeu sua independência, graças aos servidores públicos e ao regime de estabilidade que é fundamental para que interesses políticos e privados dos governos de plantão não se sobreponham aos interesses públicos. O IBGE é do povo brasileiro!



