Tomaz Silva/Agência Brasil
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NOVEMBRO NEGRO: Ser antirracista é também defender os serviços públicos

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Os serviços públicos promovem equidade, corrigem injustiças históricas e garantem direitos sociais. Por tudo isso, não há luta antirracista sem a defesa intransigente dos serviços públicos.

O racismo estrutura a sociedade brasileira sendo, ainda hoje, responsável pela reprodução e agravamento das desigualdades sociais no Brasil. A população negra teve recursos e oportunidades roubados pela escravidão e pelo racismo pós-abolição. Realidade que impacta até hoje na vida de pretos e pardos.

O racismo se estrutura nas diferenças de oportunidade, de renda e de acesso a serviços essenciais.

Os serviços públicos são fundamentais para reduzir essa disparidade histórica, garantindo acesso universal à saúde, educação e saneamento básico. Ao mesmo tempo, implementa políticas públicas que visam a igualdade racial e garantia de direitos, englobando desde o sistema de cotas à política de moradia; de programas para juventude negra à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, por exemplo.

Nesse sentido, qualquer política que enfraquece os serviços públicos faz retroceder o combate ao racismo no nosso país. Barrar a Reforma Administrativa em curso no Congresso Nacional, portanto, é uma tarefa de todos e todas que são antirracistas! A luta antirracista é também uma luta em defesa dos serviços públicos.